
No final do ano passado aconteceu a premiere de The Oranges no TIFF (confira as fotos aqui), sairam críticas do filme e estamos traduzindo-as, a cada semana uma crítica nova será postada, então fiquem ligados! Confira uma logo abaixo:
The Oranges cutuca as relações humanas e a estrutura, mas em um bom sentido. É uma comédia de humor negro? Um pensamento dramático? Eu não tenho total certeza, mas novamente, isso é uma coisa boa, e a inovação deve ser louvada. É certamente um filme que fará com que você questione suas suposições, dê algumas risadas, e talvez faça você se contorcer. NO BOM SENTIDO! Desculpe. Não consegui pensar em outras maneiras de como fixar essa idéia.
Situado nos subúrbios, The Oranges fala sobre o drama familiar de uma forma simples. As famílias Walling e Ostroff vivem um na frente do outro, e eles são extremamente ligados. Vizinhos, cada um com filhos, passam as férias juntos e se socializam, os pais são os melhores amigos dos filhos, e os filhos todos se conhecem bem o suficiente para terem sido previamente melhores amigos. Porém, todo mundo esta crescendo, e só Vanessa Walling (Alia Shawcat) permanece no ninho, vivendo com a mãe e o pai. Os pais Wallings (Catherine Keene e Hugh Laurie) são linhas tensas cruzadas em um relacionamento de longo prazo. Shawcat fornece a voz das funções, mas é pouco clara a respeito do porque ela foi escolhida para dirigir o impulso narrativo principal, dado aos eventos que acontecem. Independente disso, sua rival, Nina Ostroff (Leighton Meester), está voltando para casa para o feriado de Ação de Graças depois de uma derrota recente em um relacionamento… E ninguém sabe ao certo como a nova dinâmica do grupo funcionará. Ambos os casais de pais (Oliver Platt e Allison Janney são os Ostroffs) gostariam de ver as famílias se tornando sogros, como Toby Walling (Adam Brody) está solteiro. É uma esperança fervorosa, embora as coisas não funcionem exatamente como os pais estavam esperando. Eu quero dizer que é um grande problema. Grandes problemas no pequeno subúrbio!
Para dizer mais sobre isso seria de má forma, de modo que só posso aprofundar o resto do filme da maneira mais ampla possível. Há uma abundância de risos, mas mais do que algumas poucas lições de vida para se refletir. O filme se desenrola como um tipo bizarro de uma comédia romântica, a música e o tom indicando que nós deveríamos estar torcendo por um novo casal, enquanto o nosso senso de adequação nos fala sobre as emoções. É um filme sobre relacionamentos de todos os tipos, uns de vizinhança, melhores amigos, pai e filha, flertes emergentes, bem como a versão temida de relacionamentos onde uma das pessoas é bem mais velha. Nesse caso, o que é que achamos tão perturbador sobre romances onde há diferenças significativas nas idades? É a disparidade da idade, automaticamente tornado o mais velho o “chefe” da relação? É a ênfase na beleza física e juventude da parte mais nova que faz com que as pessoas rejeitem estes casais? Este é o tema central de The Oranges, para melhor ou pior, e é emocionante e estranho.
Com tantos atores simpáticos e talentosos a bordo, faz todo o sentido que o filme funcione em grande parte, mesmo com o grau de dificuldade envolvido. O conceito de felicidade pessoal é plenamente explorado, como é a bagagem que todos trazemos em novos relacionamentos. O que é mais gratificante é a forma como o filme é equilibrado dada a profundidade do elenco, sub-dinâmica é explorada, e ninguém se sente inútil para a técnica de contar histórias. The Oranges, bem como seus personagens centrais, tem o coração no lugar certo.
Nota: B+ (Oito)
Fonte: Film
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