25.09

Na manhã desta sexta-feira, 21, foi divulgada a entrevista e ensaio fotográfico que a Leighton concedeu para a revista Net-A-Porter. Nela, a atriz fala um pouco sobre a sua vida pessoal, Gossip Girl, e sua nova série que está para estrear no dia 26 deste mês. Você pode conferir abaixo a entrevista traduzida, fotos de Meester para o novo editorial e os bastidores da sessão fotográfica:

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS – PHOTOSHOOTS > 2018 > THE EDIT BY NET-A-PORTER | SEPTEMBER
INICIO > REVISTAS – SCANS > 2018 > THE EDIT BY NET-A-PORTER | SEPTEMBER

Enquanto o mundo ainda é obcecado por Gossip Girl – e aquelas roupas – Leighton Meester tem evoluído silenciosamente em sua carreira no palco e na telinha. Ela fala sobre sua nova série, Single Parents, e a vida além de Blair, com Jennifer Dickinson.

São 5:30 da tarde e os funcionários de escritórios se misturam com a margem dos fluxos turísticos, olhando sem ver os imensos prédios de escritórios, letreiros da Starbucks, e hotéis de centro de forragens para conferências. É uma pena, porque eles estão perdendo algo incrível. Na faixa de pedrestes, ao lado da placa “Não Atravesse”, ao lado de um cartaz particularmente sujo, há uma pequena tenda triangular. Pairando ao redor, duas mulheres cujos os braços  estão pesados, com tecido preto; uma usa um cinto de mecânico ao redor de sua cintura, a outra usa um par de sapatos desenhado no bolso de trás do seu jeans, ancorado por seus saltos agulha. Interesse despertado, você pode demorar, imaginando qual é o problema, e seria recompensando com a visão da atriz Leighton Meester, 32 anos, com uma pequena Tardis preta, recém transformada em uma capa de couro, sem nem se preocupar com a indignidade de ser forçada a trocar de roupa em um dos encontros mais movimentados da cidade. “Você não iria se safar disso com mais ninguém”, diz sua agente friamente, e tendo estado perto de 100 sessões fotográficas na minha carreira, não duvido dela.

“Eu nunca realmente quis parar [de atuar quando criança]. Dito isto, se eu quisesse, poderia ter parado? Eu não sei. Talvez por causa disso, eu não fiz.”

É o dia seguinte e Meester escolheu The Beverly Hills Hotel para se encontrar para a nossa conversa. Os locais das entrevistas podem ter uma indicação do que esperar de seu assunto: uma barraca de suco perto de trilhas para caminhadas? Com os pés no chão; não vai deixar nada atrapalhar seu cronograma de exercícios. Chateau Marmont? Vai definitivamente dizer-lhe que eles gostam de sua privacidade enquanto escaneiam a sala de contatos. Aquele desconhecido café vegano? Eles vão se atrasar, mas você vai perdoá-los instantaneamente porque a desculpa é tão ridícula e o café estava ótimo de qualquer maneira. O Hotel The Beverly Hills sugere alguém um pouco mais a moda antiga. Escalões superiores da lista A, geralmente e provavelmente, tiveram uma reunião aqui com um diretor antes de você chegar. Parece uma escolha estranha para Meester, que foi tão cativante ontem com seu sorriso de lado. “Adam, meu marido, era um manobrista aqui”, diz ela, girando a cabeça como se quisesse medir o lugar. “Sim, antes que ele pudesse começar a trabalhar, quando ele veio para [Los Angeles com] aquele tipo de mentalidade ‘oh, eu vou tentar…”

Adam, como você provavelmente sabe, porque a internet é obcecada com a união deles, é Adam Brody, com quem ela se casou em 2014 e com quem ela tem uma filha de três anos, Arlo. A ideia dele coletando chaves no final do tapete rosa antes de assinar contrato para interpretar Seth Cohen em The OC, é exatamente o tipo de sonho que Hollywood foi construída.

No entanto, é difícil de acreditar que Meester seria atraída por este tipo de conto de fadas. Ela é engraçada, sim, sarcástica e autodepreciativa, mas não uma sonhadora. Definitivamente criativa – como uma criança na Flórida, ela costumava brincar com os potes de sal e pimenta no restaurante local, fazendo que eles se casassem. (“O ketchup era o padre, e eu pegava os pacotes de açúcar e os jogava como arroz…”) – mas conscientemente, o tipo de pessoa que tem um plano de longo prazo.

Não é difícil de imaginar ela começando sua carreira aos 10 anos; ela ainda pode parecer que tem 22 anos, ou especialmente, sem um pingo de maquiagem em seu rosto, mas ao ouvir sua fala, não há dúvidas de que ela era o tipo de jovem que tinha a cabeça no lugar. Ela se mudou para Nova Iorque logo depois, uma cidade que ela não amava por suas luzes brilhantes, mas porque “eu fui para a escola com pessoas que, em uma idade muito jovem, sentiam que sabiam o que queriam fazer e estavam em busca disso”. Aos 14 anos, ela se transferiu para Los Angeles e continuou a arranjar pequenos empregos – “Uma mentora na maioria dos anos, alguns trabalhos como modelo, comerciais, coisas assim” – então, quando ela completou 16 anos, conseguiu sem diploma. “E comecei a trabalhar mais, porque se você é uma criança e pode trabalhar como adulto, é bom para o seu currículo.”

“Eu era jovem quando comecei Gossip Girl… Eu não sou assombrada por aquela época, mas tem sido interessante para mim examinar como adulta e dizer: ‘Não sei se foi o ambiente mais saudável.'”

Pode ser porque recontar a história dela novamente não a interessa, mas Meester não parece particularmente entusiasmada; você não tem a sensação de que ela estava desesperada pelo seu papel no grande momento. Em entrevistas anteriores, a atriz disse que sua infância era complicada; momentos felizes misturados com os “loucos”. Ela nasceu enquanto sua mãe, Constance, estava na prisão federal por envolvimento com tráfico de drogas, e seu pai, Doug, também passou um tempo na cadeia. A família então morou na Flórida, antes de seus pais se divorciarem e as mulheres se mudarem para Nova Iorque. Quaisquer que sejam os sentimentos dela em relação a tão jovem carreira de atriz, está claro que o dinheiro veio a calhar. Em 2012, Meester disse a Marie Claire que suas preocupações de infância eram muito diferentes de seus colegas. “‘Jimmy não gosta de mim!’ Quem se importa? Eu estava preocupada que não tivéssemos gás ou comida. Essas foram as minhas preocupações”, ela revelou.

Antes a atuação era uma paixão, ou uma necessidade? Ela alguma vez quis se afastar disso? Ela hesita. “Eu nunca realmente quis parar. Dito isto, se eu quisesse, poderia ter parado? Eu não sei. Não consegui responder a esta pergunta. Eu não sei, e talvez por causa disso, eu não fiz.”

“Por causa do sucesso de Gossip Girl… Eu tive que descobrir rapidamente o que é real e o que não é, quem eu posso confiar, e quem não posso.”

Esqueça de parar – ao longo da adolescência e dos vinte e poucos anos, Meester mal fez uma pausa. A vida de uma estrela infantil pode ser desafiadora, e para todo ator que a navega (aparentemente) ileso, há aqueles que a consideram dura e desestabilizadora. “É um trabalho emocionalmente desgastante, porque as pessoas que estão contratando você ou não, estão te julgando com base em coisas que, na maioria dos casos, estão fora de seu controle”, diz a atriz com cuidado. “E ouvir 11, 12, 13, 14, 15 anos que um grande atributo é que você é ‘realmente profissional’ não é um elogio infantil. Mexe com a sua mente se você não ir para o caminho certo. Por isso, é importante para mim, como adulta, buscar outras coisas que sinto que constroem minha identidade de uma forma separada, e talvez mais que outras pessoas que começaram [a trabalhar] mais tarde.”

A jornada particular de Meester foi fundamentalmente alterada pelo programa que a apresentou para tantas pessoas: Gossip Girl. É um assunto que eu tenho andado na ponta dos pés, porque quando surgiu durante a nossa sessão fotográfica ontem, parecia que a menção do nome deixou a atriz desconfortável.

Ela fez o teste para a adaptação de TV dos romances de jovens adultos de Cecily von Ziegesar aos 19 anos, assinando um contrato glamuroso de seis anos como parte do processo. “É o melhor cenário possível que um programa pode ter por seis anos”, diz ela. “Isso não acontece com frequência.” Ela ganhou o papel de Blair Waldorf e voltou para Nova Iorque para filmar. A série teve sucesso tão rapidamente que ela e seus colegas de elenco – Blake Lively, Penn Badgley, Chace Crawford e Ed Westwick – se viram em uma elite tão grande quanto seus personagens privilegiados. Idealizados pelos designers, cujas roupas seus personagens usavam tão impensadamente, suas vidas pessoais documentadas com a mesma meticulosidade. “Eu era jovem quando comecei Gossip Girl. De repente, muito mais pessoas estavam por perto e estavam olhando para mim,” ela continua. “Se você não tem a perspectiva correta, pode ficar confuso com as pessoas sendo gentis com você ou te julgado por um comportamento típico de 20, 21 anos de idade… cometendo erros, mas tendo que torná-los públicos. Eu não sou assombrada por esse tempo, mas tem sido interessante e útil para mim olhar para ele e examiná-lo como uma adulta e dizer: “Eu não sei se foi o ambiente mais saudável”.

Os horários eram certamente cansativos para o elenco e a equipe. O estúdio ficava na cidade de Long Island e as filmagens eram 16 horas por dia, cinco dias por semana, durante seis anos – “Eu chegava às 5 horas da manhã e saía às 8 horas da noite; muitos dias eu nem via o sol” – mas foi o momento certo, diz Meester, o que foi difícil. “Todo mundo tem sua própria jornada, especialmente em seus vinte e poucos anos, quanto estão apenas descobrindo quem são. Por causa do sucesso dessa série, eu fui colocada em um lugar onde essa jornada foi acelerada. Eu tive que descobrir isso rapidamente e não com uma mente completamente desenvolvida para discernir entre o que é real e o que não é, em quem eu posso confiar e quem eu não posso.Eu tive muita sorte e fui capaz de encontrar e permanecer amiga com pessoas que são verdadeiras.”

“Muitas das perguntas que fazem sobre Gossip Girl são: ‘Você sente falta?’ ‘Você amava o que vestia?’ É como dizer, ‘O ensino médio era uma época incrível para você, você gostaria de voltar?’

Então ela está desconfortável falando sobre isso? Será que ela iria preferir que todos deixássemos Blair para trás? “Foi um momento muito especial… que foi cheio de desafios que não têm nada a ver com [Gossip Girl] e também, por vezes, coisas que tiveram algo a ver com isso”, diz ela pensativa. “Mas eu não trocaria por nada. É uma espécie de cápsula do tempo. “Muitas das perguntas que vem daí são: ‘Você sente falta?’ ‘Você amava o que vestia?’ E eu entendo isso, mas – e digo isso com nada além de amor – é como falar ”O ensino médio era uma época incrível para você, você gostaria de poder voltar?’ E a verdade é que foi uma experiência muito especial, única e incrível, mas não, eu não gostaria de poder voltar, eu era uma criança!”

O programa em que ela está aqui para falar sobre, Single Parents, está a um mundo de distância do território de Gossip Girl. Meester interpreta Angie, uma mãe que se une a um grupo de mães e pais com o objetivo de sobreviver à vida escolar, ser pai solteiro(a) e continuar com a sanidade intacta. É leve, mas divertido, com uma mensagem “você não está sozinho, e não, você não está enlouquecendo”. E há mulheres na equipe, tanto na produção quanto na direção – notando a diferença que faz trabalhar em uma série que sente que é igualitária. Ela não sente que interpretar uma mãe a coloque em uma categoria em particular – “Eu sou uma mãe” ela diz – mas ela está empenhada em continuar se misturando. “Eu noto agora que muitos papéis que não vêm do meu jeito, como a sexy ingênua. Precisamos de mulheres que sejam mais plenamente desenvolvidas na televisão e no cinema, em todas as idades, incluindo mulheres jovens, que não estão lá para apenas ser o interesse amoroso e o encontro.” A coisa que mais me chama atenção em Meester não é sua inteligência ou seu sarcasmo bobo, mas a aura de equilibrio sobre ela. Como se ela estivesse em alinhamento, de alguma forma. “Eu não mudaria nada [no passado] porque estou feliz onde estou agora”, diz ela. “E eu acho que essa é uma das muitas partes maravilhosas de não ter um filho e conhecer sua alma gêmea, mas também me sinto muito sortuda em termos de carreira – realmente em um lugar que eu quero estar. Ela merece isso.”

BASTIDORES:

deixe o seu comentário!